Dica 55 · Teamfight · 44 s
Na aula
Nem toda luta do seu time é sua, e aprender isso custa muitos jogos. Nesse exemplo, o aluno sabe que o Malphite vai querer descer. Se ele descer, aquela luta já está decidida antes de começar — e a presença de mais um corpo lá não muda o resultado, só acrescenta uma morte ao placar. A alternativa não é ficar parado assistindo, que é o que a maioria entende quando ouve não vá. A alternativa é subir. Enquanto eles lutam embaixo, você puxa o top e fica batendo naquela torre. Eles gastam feitiço, vida e tempo numa briga; você converte esse mesmo tempo em estrutura. Se eles vencerem a luta, você já levou a torre e o estrago está empatado. Se eles perderem, você levou a torre e eles perderam gente — e aí o jogo virou de vez. Repare na troca: você está trocando uma participação que não mudaria nada por um dano no mapa que ninguém pode desfazer. Esse é o cálculo que separa o jogador que joga o mapa do que joga a tela. O difícil é emocional, não técnico. É ver os aliados brigando, o chat pedindo ajuda, e seguir batendo numa torre do outro lado do mapa. Parece abandono. Mas entrar numa luta perdida só pra estar junto é a forma mais cara de solidariedade que existe no LoL. Não ir também é jogada. E, como toda jogada, ela precisa ter um destino: se você não vai à luta, vá fazer outra coisa que valha.
